Além da situação delicada que ABC e América se encontram nessa reta final da disputa na série B do Brasileiro, com ambos lutando contra o rebaixamento, os clubes estão tendo que lidar com outros problemas extra-campo. Tanto o alvinegro, quanto o alvirrubro foram punidos, nas últimas semanas, com penas duras impostas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Na última terça-feira, a clube abecedista punido em R$ 90 mil e seu presidente, Rubens Guilherme Dantas, foi suspenso por 180 dias pelos problemas que ocorreram na partida diante do São Caetano, que disse ter sido trancado dentro do vestiário.
O clube americano foi punido com a perde de dois mandos de campo e mais uma multa de R$ 10 mil, pelos incidentes envolvendo torcedores na partida contra o Ceará.
Além dessas punições, ambos já tinham sido punidos pelo STJD em outras oportunidades, nessa mesma série B. O ABC, pelo ocorrido na partida contra o Palmeiras, perdeu três mandos de campo, que vão ser cumpridos diante do Avaí e dois ficaram para a temporada 2014, e o América, no jogo contra o Paysandu, foi condenado com a perda de um mando de campo, que deve ser cumprido na última rodada da competição, diante do Oeste, provavelmente no estádio dos Aflitos, em Recife/PE.
Mas, os jurídicos dos dois clubes vão entrar com recursos no STJD, para tentar reverter as suas penas. Inclusive, o ABC já deu entrada no pedido de um efeito suspensivo para que a partida diante do Avaí, na 37ª rodada, seja mantida no Frasqueirão e a punição seja adiada para a próxima temporada. “Já demos entrada no pedido de efeito suspensivo e vamos esperar a decisão do STJD”, revelou o vice jurídico do ABC, José Wilson.
Se os clubes estão na mesma linha de pensamento em relação de tentar reverter suas penas, as coincidências entre ABC e América param por aí.
Pelo lado alvinegro, existe a desconfiança de que possa estar acontecendo uma série de fatores extra-campo, para prejudicar o time abecedista nessa luta contra o rebaixamento. Inclusive, o técnico do time, Roberto Fernandes, disse que “estão querendo nos rebaixar fora do campo e isso é um absurdo”, logo após a derrota para o Figueirense, criticando a arbitragem, pela expulsão do zagueiro Flávio Boaventura.
O advogado alvinegro, tem a mesma linha de raciocínio. “O ABC não tem força junto a Confederação Brasileira de Futebol e nem com o STJD. Então, existiram situações muito mais graves na série B e o só quem vem sendo penalizado são os times potiguares. É preciso ter muito cuidado nessa reta final para não sermos prejudicados”, alerta Wilson, para, em seguida, explicar o que de fato teria acontecido na partida diante do São Caetano.
“O cadeado que estava na porta do vestiário do São Caetano, foi colocado pela direção do ABC para proteger os pertences da equipe paulista que estava ali. Ficamos surpresos porque surgiu outro cadeado, que não foi colocado por nós e que tivemos que serrar para poder abrir o portão. Não podemos ser punidos por uma situação que não foi ocasionada pelo clube”, afirma o chefe do jurídico alvinegro.
No América, a situação é diferente. O responsável pelo setor jurídico do clube, Diogo Pignataro, reconhece que a torcida errou ao atirar o sinalizador na partida contra o Paysandu e defende a postura do Superior Tribunal de Justiça. “Não quero acreditar que existe algum tipo de má-fé nos julgamentos do STJD. O Superior Tribunal tem como função zelar pelas normas do futebol e é isso que ele está fazendo. O que temos que fazer é conscientizar o torcedor para não prejudicar o clube. Espero que o América já esteja livre do rebaixamento na última rodada. Caso contrário, vamos fazer uma decisão diante do Oeste, fora do estado e isso não foi causado pelo STJD e sim o torcedor foi o responsável”, critica Diogo.
Em relação a punição referente ao caso do Ceará, Pignataro adiantou que vai entrar com um recurso para reverter a pena. “O STJD pune, mas, existem algumas discordâncias e vamos atrás de reparar essas punições, porque não temos culpa. Na hora da confusão, fizemos tudo para impedir um problema maior, identificamos os culpados, controlamos a situação. Por isso, não considero correta essa pena”, finalizou o dirigente americano.
http://tribunadonorte.com.br/noticia/abc-e-america-recorrem-de-punicoes/266480
O clube americano foi punido com a perde de dois mandos de campo e mais uma multa de R$ 10 mil, pelos incidentes envolvendo torcedores na partida contra o Ceará.
Magnus Nascimento
Problemas no Nazarenão, devido à briga envolvendo a torcida do Ceará, prejudicaram o América
Problemas no Nazarenão, devido à briga envolvendo a torcida do Ceará, prejudicaram o AméricaAlém dessas punições, ambos já tinham sido punidos pelo STJD em outras oportunidades, nessa mesma série B. O ABC, pelo ocorrido na partida contra o Palmeiras, perdeu três mandos de campo, que vão ser cumpridos diante do Avaí e dois ficaram para a temporada 2014, e o América, no jogo contra o Paysandu, foi condenado com a perda de um mando de campo, que deve ser cumprido na última rodada da competição, diante do Oeste, provavelmente no estádio dos Aflitos, em Recife/PE.
Mas, os jurídicos dos dois clubes vão entrar com recursos no STJD, para tentar reverter as suas penas. Inclusive, o ABC já deu entrada no pedido de um efeito suspensivo para que a partida diante do Avaí, na 37ª rodada, seja mantida no Frasqueirão e a punição seja adiada para a próxima temporada. “Já demos entrada no pedido de efeito suspensivo e vamos esperar a decisão do STJD”, revelou o vice jurídico do ABC, José Wilson.
Se os clubes estão na mesma linha de pensamento em relação de tentar reverter suas penas, as coincidências entre ABC e América param por aí.
Pelo lado alvinegro, existe a desconfiança de que possa estar acontecendo uma série de fatores extra-campo, para prejudicar o time abecedista nessa luta contra o rebaixamento. Inclusive, o técnico do time, Roberto Fernandes, disse que “estão querendo nos rebaixar fora do campo e isso é um absurdo”, logo após a derrota para o Figueirense, criticando a arbitragem, pela expulsão do zagueiro Flávio Boaventura.
Magnus Nascimento
Tumulto ocorrido na entrada da torcida do ABC para o jogo contra o Palmeiras gerou punição
Tumulto ocorrido na entrada da torcida do ABC para o jogo contra o Palmeiras gerou puniçãoO advogado alvinegro, tem a mesma linha de raciocínio. “O ABC não tem força junto a Confederação Brasileira de Futebol e nem com o STJD. Então, existiram situações muito mais graves na série B e o só quem vem sendo penalizado são os times potiguares. É preciso ter muito cuidado nessa reta final para não sermos prejudicados”, alerta Wilson, para, em seguida, explicar o que de fato teria acontecido na partida diante do São Caetano.
“O cadeado que estava na porta do vestiário do São Caetano, foi colocado pela direção do ABC para proteger os pertences da equipe paulista que estava ali. Ficamos surpresos porque surgiu outro cadeado, que não foi colocado por nós e que tivemos que serrar para poder abrir o portão. Não podemos ser punidos por uma situação que não foi ocasionada pelo clube”, afirma o chefe do jurídico alvinegro.
No América, a situação é diferente. O responsável pelo setor jurídico do clube, Diogo Pignataro, reconhece que a torcida errou ao atirar o sinalizador na partida contra o Paysandu e defende a postura do Superior Tribunal de Justiça. “Não quero acreditar que existe algum tipo de má-fé nos julgamentos do STJD. O Superior Tribunal tem como função zelar pelas normas do futebol e é isso que ele está fazendo. O que temos que fazer é conscientizar o torcedor para não prejudicar o clube. Espero que o América já esteja livre do rebaixamento na última rodada. Caso contrário, vamos fazer uma decisão diante do Oeste, fora do estado e isso não foi causado pelo STJD e sim o torcedor foi o responsável”, critica Diogo.
Em relação a punição referente ao caso do Ceará, Pignataro adiantou que vai entrar com um recurso para reverter a pena. “O STJD pune, mas, existem algumas discordâncias e vamos atrás de reparar essas punições, porque não temos culpa. Na hora da confusão, fizemos tudo para impedir um problema maior, identificamos os culpados, controlamos a situação. Por isso, não considero correta essa pena”, finalizou o dirigente americano.
